O PREVCOM MULTI rendeu 0,86% em agosto, superando a meta do período, de 0,05%. O resultado foi favorecido, principalmente, pelas exposições em ativos atrelados ao CDI, que mantiveram desempenho consistente diante do cenário de juros ainda elevados.
Com a Selic em 14,00% a.a., mesmo após o quarto corte consecutivo, os fundos indexados ao CDI, que representam 33,7% da carteira, renderam 1,10% no mês, e os fundos de renda fixa de gestão ativa (11,5% da carteira) renderam 1,00%. Juntos, foram os principais responsáveis pelo desempenho.
Já os títulos públicos da carteira própria (32,5% da carteira, majoritariamente NTN-B marcada na curva) renderam 0,53%. Apesar do leve recuo das taxas de juros de longo prazo, tiveram a remuneração reduzida pela deflação, uma vez que sua atualização acompanha o IPCA.
O segmento de crédito privado, que representa 17,8% da carteira, apresentou rentabilidade de 1,12% no mês, acima do CDI, favorecido pelos juros elevados pagos pelos títulos e pela estabilidade dos prêmios de crédito, que seguem próximos das mínimas históricas.
Os investimentos em ações brasileiras, que representam 2,6% da carteira, apresentaram rentabilidade de -0,29% em agosto, em linha com o Ibovespa, que recuou 0,33% no mês, pressionado pela saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros, a maior do ano.
Os investimentos no exterior deixaram de compor a carteira em agosto devido ao desempenho abaixo do esperado nos últimos anos frente aos seus indicadores: índice de bolsas dos países desenvolvidos (MSCI World) e índice de bolsas europeias (MSCI Europe). Os dois fundos em carteira foram integralmente resgatados, e os recursos foram alocados em títulos públicos pós-fixados (LFT).
Os fundos de participações, que representam 1,9% do total, apresentaram rentabilidade de -0,23% em agosto. Esses fundos investem em empresas de capital fechado ou aberto, sendo reavaliados periodicamente.




